Fôlego Maior

Data: 24/04/2014
Fonte: Revista RBC Brasil Construção


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Após um crescimento de 2% ano passado, o setor de construção deverá acelerar seu ritmo de produção e registrar alta de 2,8% em 2014, com o emprego formal devendo subir 1,5%, mantendo-se como um dos motores da economia. Projetos de infraestrutura dos setores público e privado estão saindo do papel, o que deverá estimular a carteira de pedidos das empreiteiras, enquanto o crédito habitacional, renda em alta e desemprego em níveis historicamente baixos tornam atrativa a equação do mercado imobiliário. O bom momento coincide com a necessidade de aumento da produtividade, cuja alta foi inferior ao crescimento do emprego formal. Isso traz desafios para as empresas que terão de inovar para atender um mercado mais exigente.
 
“Os primeiros números deste ano são positivos”, afirma Sergio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP). O número de trabalhadores com carteira assinada, principal indicador do desempenho setorial, subiu 1,19% em janeiro ante dezembro de 2013, com a contratação de 41 mil pessoas, de acordo com pesquisa mensal da entidade. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o segmento cresceu 5,7% em fevereiro na comparação anual. No acumulado do ano o crescimento é de 3,5%.
 
“O resultado de vendas neste início de ano é bastante positivo e mantém o otimismo para atingir a previsão de crescimento de 4,5% em relação a 2013″, afirma o presidente da Abramat, Walter Cover. “O setor imobiliário deve crescer, as concessões de infraestrutura começam a sair do papel, mas precisariam ter mais velocidade de implementação. Estamos apreensivos em relação ao crescimento além deste ano”, afirma José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
 
Para 2015, outra dúvida pode prejudicar o desempenho do setor: uma política fiscal mais restritiva, com cortes de investimentos no Orçamento da União. “Ainda está difícil enxergar o próximo ano, mas podemos sofrer o efeito de um ajuste fiscal rígido, o que se torna a grande incógnita após as eleições”, analisa Watanabe.
 
A infraestrutura deve ser um dos principais motores da demanda da construção pesada. Alguns dos principais clientes das construtoras pretendem investir com vigor nos próximos anos. A Vale, que responde por 4% do PIB nacional, está investindo no maior projeto de sua história: a exploração da Serra Sul de Carajás, no Pará, que prevê o acréscimo de 90 milhões de toneladas anuais de metal à sua capacidade. O projeto, cujo orçamento contempla US$ 19,5 bilhões em investimentos, terá pouco mais de US$ 11 bilhões em recursos direcionados à área de logística, com ampliação da ferrovia e do porto. “Faremos a duplicação de 592 km de trilhos e 100 km de ramais para escoar minério de ferro e os grãos da fronteira do Maranhão, Piauí e Tocantins”, diz o presidente da Vale, Murilo Ferreira.
 
Em rodovias, o governo licitou no ano passado 4,2 mil km de trechos e se prepara para conceder outros 2,6 mil km este ano, o que deverá estimular pouco mais de R$
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