Estudo sobre o impacto do Plano Real na construção marca a abertura do Minascon/Construir Minas

Data: 06/AGO/2014

Levantamento realizado pelo Sinduscon/Fiemg revelou que o setor cresceu 52,10% na última década; feira no Expominas reunirá toda a cadeia até o próximo sábado 

Teve início nesta quarta-feira, 6 de agosto, mais uma edição do Minascon/Construir Minas – Feira Internacional da Construção, o maior evento da construção civil em Minas Gerais. Com perspectivas de movimentar cerca de R$ 120 milhões em negócios e atrair aproximadamente 40 mil visitantes, o evento foi aberto com uma entrevista coletiva para a divulgação do levantamento “O desempenho da Construção Civil nas duas décadas do Plano Real e desempenho recente”. O estudo foi realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais (Sinduscon MG). A feira é realizada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais, por meio de sua Câmara da Indústria da Construção (CIC/Fiemg) e tem promoção e organização da Fagga | GL events Exhibitions, em parceria com o Grupo Embrasil. O Minascon/Construir Minas acontecerá até o próximo sábado, 9 de agosto.
 

A pesquisa revela que a construção civil se desenvolveu e adquiriu uma nova dimensão nos últimos 20 anos. Com a estabilidade macroeconômica conquistada com o Plano Real o setor foi, aos poucos, recuperando seu papel de protagonista na história do desenvolvimento nacional. Na última década, o crescimento da construção civil foi expressivo: 52,10%, o que representou um crescimento médio anual de 4,28%. Embora tenha havido uma redução das atividades nos últimos dois anos, reflexo do cenário econômico pouco confortável, com inflação mais elevada e confiança em baixa de consumidores e empresários, as perspectivas permanecem positivas, já que o crescimento do país está diretamente relacionado ao segmento.
 

O estudo mostra, ainda, que de 1994 a 2013, a construção civil brasileira cresceu 74,25% e que, nos últimos 20 anos o setor registrou uma expansão média anual de 2,82%. O auge deste desenvolvimento neste período foi observado no ano de 2010, quando o PIB da Construção Civil no Brasil registrou alta expressiva de 11,6%. Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção e vice-presidente da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos, os últimos dois anos têm mostrado queda no segmento como um todo, mas esse é o momento de continuar reestruturando cadeia a produtiva, propondo novos caminhos. “Nós, da construção, esperamos mudanças e políticas mais definitivas para o ambiente macroeconômico, de forma que as pessoas possam voltar a investir. E que haja mais investimento em infraestrutura e bens duráveis”. 
 

De acordo com Ieda Vasconcelos, assessora econômica do Sinduscon MG, a burocracia do setor contribui com o atraso de, em média 36 meses, em cada projeto. “Além de acarretar uma grande demora para a conclusão da obra, essa questão gera também mais custos para os projetos”, explicou. Também participaram da entrevista coletiva Geraldo Junior, da Secretaria de Desempenho da Indústria da Construção; o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos de Cimento do Estado de Minas Gerais (Siprocimg), Lúcio Silva; o arquiteto Roberto Andrés, do software bim.bon; e o diretor de Negócios da Fagga | GL events Exhibitions, Victor Montenegro.
 

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